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Debate aborda financiamento privado para ciência brasileira


Segunda, 05 Fevereiro 2018

O debate contou com a presença de pró reitores, coordenadores de PPGs e representantes de IES (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)A Universidade Federal do Ceará (UFC) promoveu na última quinta-feira, 1º de fevereiro, o painel “Panorama atual da Pós-graduação brasileira”, com a presença do presidente e de diretores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para debater perspectivas sobre a distribuição regional de programas no país, assim como os desafios da internacionalização do ensino superior.

Na ocasião, o presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves, destacou o esforço recente da construção de um programa de excelência para o Brasil baseado em fontes alternativas de financiamento. “Estamos propondo um fundo privado para o financiamento da ciência brasileira. Trazer para o Brasil algo que já acontece em dois terços dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”, explicou.

O objetivo é financiar os programas de excelência, aqueles com nota 6 e 7 na Avaliação Quadrienal da CAPES, para fortalecer a inserção e competividade internacional dos melhores grupos de pesquisa do Brasil. Para a diretora de Relações Internacionais da CAPES, Concepta Margaret McManus Pimentel, o fundo pode garantir a verba para a pós-graduação de ponta em momentos de crise. “Sem a segurança orçamentária, temos dificuldade em fazer ciência inovadora, de alto risco e que pode colocar o Brasil na vanguarda mundial”, afirmou.

Abilio Baeta Neves tratou sobre um programa de excelência baseado em fontes alternativas de financiamento (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)O fundo privado seria criado a partir da obrigatoriedade prevista em lei de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) por parte das empresas.

Internacionalização
O Presidente da CAPES também ressaltou as expectativas com o Programa Institucional de Internacionalização de Instituições de Ensino Superior (IES) e de Institutos de Pesquisa do Brasil (CAPES/PrInt), que está com inscrições abertas até 18 de abril de 2018. Por meio dele, serão disponibilizados R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização, que receberão recursos para missões de trabalho no exterior, bolsas no país e no exterior e outras ações de custeio devidamente aprovadas pela CAPES.

Segundo Baeta Neves, o CAPES/Print deve deixar frutos importantes para o desenvolvimento da pós-graduação. “O Print deve trazer uma transformação significativa das universidades baseado na convicção de que a internacionalização é um imperativo”, definiu.

Diretora da CAPES explicou que o novo programa não encerrará as concessões de bolsa no formato balcão (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)A diretora de Relações Internacionais explicou que o novo programa não irá encerrar o processo de concessões de bolsa no formato balcão. “É um programa novo, com novos recursos e a previsão de uso com mais flexibilidade nas modalidades de bolsa e na utilização do recurso. Afinal, internacionalização não é um fim, é um meio”, concluiu.

Ceará
O pró-reitor de Relações Internacionais da UFC, José Soares de Andrade Júnior, enfatizou os esforços da instituição na seleção de projetos para estruturar o projeto institucional que será apresentado ao PrInt. “Internacionalizar é aumentar a eficiência acadêmica e do ensino nas universidades“. A Pró-Reitoria de Relações Internacionais (PROINTER), inclusive, foi criada há um ano, já como parte do empenho de internacionalização da instituição.

Geraldo Nunes Sobrinho destacou números positivos do Ceará (Foto: Ribamar Neto – Divulgação/UFC)Os esforços parecem fazer resultado, conforme apresentou os dados do Ceará no Sistema Nacional de Pós-Graduação. O diretor de Programas e Bolsas no País da CAPES, Geraldo Nunes Sobrinho, destacou os números positivos do estado. “Ceará teve um bom desempenho na Avaliação Quadrienal e ficou acima da média nacional no recebimento de bolsas”.

De 2010 a 2016, o estado aumentou em 59% o número de estudantes matriculados em cursos de mestrado e doutorado, saltando de 4.893 para 7.782 alunos. O número de titulados acompanha o crescimento, com uma evolução de 1.476 mestres e doutores em 2010, para 2.246 novos títulos em 2016. Hoje o Estado possui 184 cursos de pós-graduação, o equivalente a 15% dos cursos de mestrado e doutorado do Nordeste.

CCS/CAPES



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