
Consumo alimentar de crianças menores de três anos residentes em área de alta prevalência de insegurança alimentar domiciliar
2010; Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz; Volume: 26; Issue: 8 Linguagem: Português
10.1590/s0102-311x2010000800017
ISSN1678-4464
AutoresMarina Maria Leite Antunes, Rosely Sichieri, Rosana Salles‐Costa,
Tópico(s)Obesity, Physical Activity, Diet
ResumoO objetivo deste artigo foi descrever a associação entre insegurança alimentar e consumo alimentar de crianças no Município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil. Trata-se de estudo transversal de base populacional, com amostra probabilística de domicílios; com 402 famílias compostas por crianças de 6 e 30 meses de idade. Insegurança alimentar foi avaliada com base na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e o consumo alimentar das crianças foi estimado por dois recordatórios de 24 horas. Comparou-se o consumo dos grupos de alimentos, de energia e de nutrientes entre as categorias de insegurança alimentar. O consumo de doces e de gorduras foi elevado, independentemente do grau de insegurança alimentar, e o consumo de café foi significativamente maior entre crianças com insegurança alimentar. No modelo de regressão linear ajustado por energia, o consumo de proteínas associou-se de forma inversa com a EBIA (p = 0,005). Os resultados encontrados sugerem que a insegurança alimentar das famílias compromete a qualidade da dieta infantil, reduzindo o consumo de alimentos protéicos, aumentando o consumo de café e de alimentos de alta densidade energética.
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