Artigo Acesso aberto Produção Nacional

poética do horror e o invisível do retrato

2022; Volume: 18; Issue: 26 Linguagem: Português

10.47456/rf.v18i26.38015

ISSN

1517-7858

Autores

Olga Kempinska,

Tópico(s)

Memory, Trauma, and Testimony

Resumo

Ao discutir as características da poética do retrato, o artigo visa à teorização das emoções que participam da recepção da estética do horror. Inscrevendo-se no regime da negatividade livre da ambivalência melancólica, a estética do horror substitui o espelho pelo retrato. Afirmando seu caráter anticlássico na convenção gótica, o retrato corrobora os elementos da poética neogótica, surrealista e neossurrealista. No retrato representado por Émile Verhaeren, André Breton e Anne Sexton é o olhar que ocupa o lugar proeminente, assinalando a perturbadora relação entre a imagem, a ausência da pessoa e a presentificação da morte. Em consonância com a teoria do objeto surrealista, a poética do horror remete ao limite do sentir e do pensar, ou seja, ao indizível.

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